quarta-feira, 14 de janeiro de 2009


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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Drosophila melanogaster, as vantagens da sua utilização


Drosophila melanogaster,mais conhecida por mosca da fruta ou mosca do vinagre, ou ainda a nível internacional por fruit fly, é considerada um modelo biológico laboratorial, devido aos trabalhos realizados por Thomas Hunt Morgan, zoólogo e investigador norte-americano nascido em 1866, no Kentucky, e falecido em 1945, na Califórnia. Foi laureado com o Prémio Nobel da Fisiologia e da Medicina em 1933, por ter provado que os genes estão ligados em série nos cromossomas e que são responsáveis pelas características hereditárias.
Graças aos trabalhos de Morgan, a genética moderna desenvolveu -se, na medida em que, aprendeu-se a mapear os cromossomas, a medir os efeitos das radiações ionizantes sobre os mesmos e a identificar mutações cromossómicas.

Drosophila melanogaster apresenta, assim diversas vantagens na sua utilização em laboratório, que tais como:
  • As fêmeas são muito fecundas (cada fêmea é capaz de produzir cerca de 200 a 300 descendentes);
  • Fácil cultivo em laboratório;
  • Ciclo de vida curto;
  • Produz grande descendência;
  • Apresenta dimorfismo sexual, sendo fácil a distinção dos sexos;
  • As culturas ocupam pouco espaço;
  • Fácil manuseamento e observação;
  • Reduzido número de cromossomas-8 cromossomas = 4 pares;
  • Apresenta um grande número de mutantes.

No que respeita ao ciclo de vida da Drosophila é fundamental referir que este depende das condições laboratoriais, como a temperatura e/ou o estado do seu meio e da sua papa, no entanto, o tempo médio de vida é de 26 dias para as fêmeas e 33 dias para os machos.


Fig.1 Ciclo de vida da Drosophila melanogaster


A Drosophila possui 4 pares de cromossomas, sendo três pares de autossomas e um par de cromossomas sexuais.
Para além dos 4 pares de cromossomas, este organismo possui outro tipo de cromossomas: cromossomas politénicos.

Estes são um género particular de cromossomas que apenas se encontram presentes nas células das glândulas salivares e do intestino das larvas da mosca. Nestas células o ADN duplica-se várias vezes permanecendo as várias cadeias unidas, possibilitando a sua visualização sem que assumam a forma de cromossomas no nível máximo de compactação.
Estes têm como principal função produzir grandes quantidades de uma cutícula que envolve a larva. Para isso são necessárias múltiplas cópias de cadeias de DNA capazes de uma grande produção de proteínas necessárias à formação da cutícula.


Mas atenção, porque a dissecação das glândulas salivares, a remoção dos cromossomas politénicos e posterior visualização no microscópio óptico é um processo complexo, sendo necessário muita perícia, para além do material exigido.




Fig.2- Cromossomas politénicos

domingo, 23 de novembro de 2008

Apresentação/Justificação do Projecto Vid'Ambiente

Apresentação/Justificação do Projecto

Porquê Vid’Ambiente?

Como é habitual há já alguns anos, o 12º ano trás consigo uma nova disciplina: Área de Projecto.
Esta desafia-nos a desenvolver um projecto ao longo do ano. Para tal, elegemos um tema relacionado com a biologia, já que é um campo que nos tem despertado grande interesse e motivação ao longo do nosso percurso escolar.
Este interesse ganhou contornos mais profundos quando, no passado ano lectivo 2007-2008, tomámos conhecimento do projecto desenvolvido por um grupo de alunos, na altura estudantes desta escola. O projecto intitulava-se “Drosophila”.
Rapidamente verificámos que aquele trabalho ia de encontro aos nossos interesses e estava directamente relacionado com um em particular: a genética. Tema especialmente atractivo devido ao forte desenvolvimento que tem sofrido nestes últimos anos. De imediato converteu-se na área eleita para a incidência do nosso projecto no presente anos lectivo.
Quando um dos elementos do grupo nos propôs que déssemos continuidade ao Projecto Drosophila, considerámos que era uma oportunidade bastante atractiva que nos convidava a entrar no misterioso mundo da genética.
De imediato achámos interessante mostrar, na prática, o quanto as Drosophilas são úteis em laboratório. Só restava saber como o fazer.
Tendo em conta o nosso interesse pelas áreas do desenvolvimento biológico e ambiental, decidimos criar um projecto onde ambas as áreas estivessem directamente relacionadas.
Perante a proposta do professor em dar-mos também continuidade ao projecto “PCBs:Uma Ameaça Xenobiótica”, achámos que seria interessante “cruzar” as Drosophilas com este poluente. Sendo assim, as ideias começaram a fluir. Primeiramente, temos o objectivo de verificar as deformações que ocorrem neste organismo, quando ao seu ambiente é adicionado um poluente. Estas deformações são tanto a nível físico, como a nível cromossomático.
Seguidamente, vamos adicionar à papa, microalgas, que vai ter a função de bioacumular o poluente em causa.
Por último, pretendemos colocar uma nova estirpe de Drosophilas no meio onde as microalgas actuaram para podermos verificamos se voltam a ocorrer deformações, ou se realmente as microalgas bioacumularam o poluente.
Logicamente, o facto de podermos quantificar a quantidade de poluente bioacumulado, será um ponto aliciante no nosso projecto.
Este projecto vai-nos dar a possibilidade de implantar um modelo de 'Biorremediação Ambiental' e para além disso, de adquirirmos diversos conhecimentos e métodos de trabalhos, nomeadamente a nível laboratorial, que se podem vir a revelar úteis num futuro próxi
mo.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Apresentação do Grupo VidAmbiente


Sarah, Cristiana e Ana

Escola Secundária Júlio Dinis Ovar


Professor responsável: Carlos Oliveira


Alunas:
Ana Fonseca
17 anos
Profissão que pretende exercer: Biologia


Cristiana Afreixo
17 anos
Profissão que pretende exercer: Biotecnologia


Sarah Sequeira
17 anos
Profissão que pretende exercer: Engenharia Química


Enquanto alunas do curso de Ciências e Tecnologias, demonstramos especial interesse tanto na área do desenvolvimento biológico, como na área ambiental. Sendo assim, decidimos criar um projecto onde ambas as áreas estão directamente relacionadas.
No seguimento dos nossos interesses, decidimos estudar as deformações que ocorrem na Drosophila melanogaster quando exposta a determinados poluentes. Seguidamente, pretendemos analisar a capacidade que as microalgas têm para bioacumularem poluentes.
No âmbito das duas áreas acima referidas, este projecto proporciona não só o contacto com novos conhecimentos, como também o aprofundamento e consolidação de diversos conceitos.
Teremos assim a possibilidade de adquirir diversos métodos de trabalho, nomeadamente a nível laboratorial, que se podem revelar úteis num futuro próximo.